terça-feira, 12 de abril de 2016

Retrato: Elaine Luz

Elaine Luz, advogada, teve o seu primeiro contato com a bicicleta quando ainda criança, quando tinha mais ou menos 4 anos de idade.  Já com cerca de 6 ou 7 anos, esperava a sua mãe sair de casa para pegar a bicicleta dela escondida, mas como a bicicleta era muito alta, ela encostava na parede embaixo de uma janela na varanda, subia no sofá da sala, pulava a janela e saía à pedalar com a bicicleta pela varanda. De traquinada em traquinada, utilizou a bicicleta como veículo para se deslocar em sua rotina até o início da juventude.
A volta aos pedais se deu em setembro de 2013, quando, voltando de sua lua de mel, resolveu que poderia usar a bicicleta em pequenos deslocamentos na tentativa de levar uma vida menos estressante. Foi aí que comprou "Consuelo", uma bicicleta dobrável. Dois anos mais tarde foi a vez da “Maria Ulrike”, embora ela considere o fato de ter relações com objetos inanimados um tanto estranho num primeiro momento, mas a bela pondera: “é perfeitamente compreensível quando sentimos que se não fossem nossas bicicletas, não teríamos a oportunidade de ter as vivências que elas proporcionam e por conta disso, é natural que elas adquiram personalidade”.  Ao chegar aos lugares com a sua bicicleta, normalmente, é bem recebida mas percebe que muita gente ainda acha incomum mulheres fazerem uso desse meio de transporte, ainda mais quando se trata de locais que presumem certa formalidade e vestimenta.  Disso, às vezes, ela também sente um incômodo, quando as pessoas, sem perceber e usando de um discurso “protetivo”, exigem posturas (como o uso do capacete, por exemplo) ou até oferecem carona (“vamo, eu boto a tua bicicleta no porta-malas), como se o meio de transporte que ela utilizou para ir à uma determinada ocasião não tivesse sido uma escolha; como se ele não fosse legítimo.  Ela também conta que é raro chegar em algum lugar sem que haja uma abordagem do tipo "você é corajosa, hein, menina" ou "que bicicleta bonita!". É sempre uma deixa pra uma conversa, mesmo que breve, sobre a viabilidade do uso da bicicleta para atividades cotidianas. Existe também um fato curioso em sua percepção, o de que as mulheres são as que ficam mais impressionadas, do tipo: "mas tu trocou de roupa quando chegou, né?", "tu veio com esse salto? Não acredito!", "...e como que tu faz com a maquiagem?".

 "você é corajosa, hein, menina"...


Vestida para pedalar!

Mesmo assim, a dupla continua trilhando a descoberta de uma nova cidade unindo-se à outras mulheres (as Ciclanas), que também estão dispostas a transformar os conceitos de locomoção, de cidade, de espaço urbano, de compartilhamento, de ocupação, ou lutam pelo simples prazer de ir e vir.
FeLiZ PeDaL!!!






segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

Dê um rolê

Se você mora no Brasil e provavelmente sente uma grande dificuldade de fazer seus deslocamentos de bicicleta, experimente sair à noite!  Dê um rolê com os amigos, faça rotas conhecidas e divirta-se!

AMEI: Vestido floral com decote "V" e mangas longas.
PRETO NO BRANCO: idéia fixa!
Pretinho básico.
FAMÍLIA UNIDA NO PEDAL e com estilo de sobra.
Camisa de algodão + jeans =  pronto pra qualquer situação!
Bem à vontade...
Rolê depois do trabalho: impecável!
 Rolê com os amigos.
 Atenção para a calça boca de sino, proteja-se durante o pedal.
Vestido em malha, saltinho e pronto, só cair na balada!
Feliz PedaL!!!

terça-feira, 13 de outubro de 2015

Hoje é dia de branco bebê!!!

Looks para uma terça-feira com cara de segunda!
 MUSA: Júlia Pavin usando jeans stonado com camiseta branca, 
acessórios artesanais e bolsa carteiro de couro.
 Trio tropical:  Camiseta branca + bermuda em algodão + havaianas.
MISS GIRASSOL:  Laila Castiglioni exibindo boa forma com trio
que adoro: viseira + camiseta branca + shortinho floral bem curtinho.
 EASY RIDER: versão brasileira "Herbert Richers"! =)
LINDAS: Tal filha, tal mãe!
FeLiz PEdaL!!!

sábado, 3 de outubro de 2015

Retrato: Sheryda Lopes

     Natural de Fortaleza (CE), 29 anos, jornalista, Sheryda Lopes, ganhou a sua primeira bicicleta  lá pelos 7 anos de idade e até hoje se lembra  do seu pai a levando bem cedo ao campo de futebol perto da casa onde morava para pedalar aos sábados e domingos.  E no meio dessas lembranças ficou a de uma queda que levou e se arrebentou todinha, chegando em casa machucada e coberta de lama.
     O tempo passou  e algumas memórias também, mas foi depois de adulta que começou a ter mais saudade da pequena bicicleta, que acabou abandonada por conta de um pneu furado. Sheryda costuma dizer que a escolha pela bicicleta mudou completamente a sua vida.  Antes ela era uma pessoa paranoica, que andava pela cidade pensando em rotas de fuga e sentia medo de assaltos a todo instante.  Mas, depois que começou a pedalar, passou  a exercitar uma sensação mais relaxada. Lembra-se que nas primeiras saídas com a sua bicicleta, "Shamira",  uma das coisas que a encantou foi passar embaixo de uma árvore, sentir o vento, ouvir o barulho das folhas e ver um pássaro enorme, de cauda comprida. Simplesmente parou para observar!
     “Antes, eu passava na mesma avenida trancada num ônibus lotado, ouvindo as pessoas falarem de assaltos e sempre estressada com a pressa e o desconforto. Agora, de bicicleta, o trajeto é uma oportunidade de prazer, não apenas um tormento.”, nos conta Sheryda que passou a escrever as suas experiências sobre duas rodas no blog De bike na cidade.
     Também descobriu muitos lugares legais, que antes passava rápido demais para reparar.
     Hoje a sua relação com a bicicleta é de amor porque quando está triste ou zangada com algo, basta um simples pedalar para que ela se lembre das coisas boas, da vida e da sua cidade Fortaleza.   Sempre que vai à um lugar para onde nunca tenha pedalado antes, é tomada por uma alegria e uma sensação de superação.  E, também quando vai passear com as Ciclanas ou outro grupo de amigas, como ela mesma traduz, "Sinto uma sensação de liberdade e empoderamento enormes!”.

TEM QUE TER: Para pedalar sob o forte sol do Ceará, o cardigan 
em malha fina é uma peça indispensável em seu guarda-roupa.
Sentir o vento, a encanta.
ADOREI: Saia plissada sobre anágua com renda, um charme!
Fitas coloridas identificam o grupo das "Ciclanas".
Sabemos que o caos no trânsito é um fator crescente em diversas cidades do Brasil e do mundo, por isso, o quanto antes mais pessoas aderirem à bicicleta como veículo em suas cidades, elas vão se relacionar cada vez melhor com o lugar onde vivem.  E, já que essa é a melhor opção, 
InsPIRE-SE e FeLiz PeDaL!!!


quinta-feira, 24 de setembro de 2015

De verde eu vim...

Ou melhor, de bicicleta!
 Vestido de malha, curto e com excelente caimento durante o passeio.
 Camiseta basicamente verde.
 Aquela camiseta que vira regata e que vira o pescoço dos curiosos, sabe? 
Nos pés?  Havaianas, também verdes!
 Verde militar mas sem intervenção!
E até o verde São Patrício vale!
Feliz Pedal!!!