terça-feira, 12 de maio de 2015

De bike ao trabalho com Luciano Rezende

O prefeito Luciano Rezende,  da cidade de Vitória, capital do Espírito Santo, procura ir de bicicleta ao trabalho,como tem feito regularmente, às sextas-feiras e também costuma levar os filhos à escola pedalando.
Seguindo a tendência mundial de aproximar as pessoas da cidade, Luciano diz que fazer um sistema cicloviário, que possa permitir total segurança, é uma das principais ações estratégicas de seu governo. Ele não poupa  elogios à cidade e ressalta que qualquer ponto da orla é lindo. E são vários os ângulos que sugerem uma paradinha para contemplar a ilha com a certeza de um visual estonteante.
A seguir, uma breve entrevista que fizemos com o prefeito no Dia Nacional de Bike ao Trabalho (8/05), pedalando juntos a caminho da sede da Prefeitura, em Bento Ferreira.


Vitória Cycle Chic - Quais as dificuldades no trajeto de bike ao trabalho e o que pode ser feito para melhorar?
Luciano Rezende - Existem dois pontos a serem trabalhados: o primeiro tem relação com a infraestrutura da cidade, já que muito pouco foi feito de ciclovias e ciclofaixas ao longo da história e Vitória, como qualquer outra cidade, foi feita para os carros. A bicicleta há alguns anos atrás sequer era pensada seriamente como forma de transporte. Então, a cidade precisa recuperar esse tempo perdido. Nos últimos dois anos da nossa gestão, nós construímos e recuperamos entre ciclovias, ciclofaixas e ciclofaixa de lazer mais quilômetros do que toda a história da cidade em 60, 70 ou 100 anos.
A outra dificuldade é com relação à educação, que sugere uma mudança de cultura para que as pessoas percebam a bicicleta como uma parceira no movimento de trânsito da cidade. Isso está melhorando cada vez mais. Mas, ainda está muito longe das pessoas respeitarem plenamente a bicicleta. Isso é feito com um pacto de educação.
Eu lhe darei uma notícia em primeira mão agora. Nós lançaremos, no início de junho, o projeto “Bairro de Velocidade Segura” que irá contemplar sinalização para o trânsito de bicicletas. O escolhido foi o Bairro de Lourdes, que é onde encontramos as melhores condições para isso. Nós queremos levar esse conceito para a cidade inteira, mas tudo é um processo que atinge diretamente os hábitos da população e isso requer um período de adaptação.

VCC - Você acha que a ciclofaixa aos domingos e feriados tem proporcionado um impulso maior de bicicletas nas ruas?
LR - Sim, e tem sido fundamental porque a nossa ação estratégica de governo é transformar Vitória na maior área urbana de lazer, esporte, cultura e atividades humanas do país. Nós já estamos fazendo isso. A cidade aos domingos e feriados é uma verdadeira festa de ocupação dos espaços públicos. A ciclofaixa permite uma possibilidade de se percorrer 17 km utilizando a bicicleta, com isso, traz as famílias e crianças em segurança. São mais de cinco mil ciclistas que utilizam as ciclofaixas aos domingos e feriados e este número está crescendo e essa ação de lazer educa porque os automóveis nas avenidas, por onde  passam as ciclovias, estão diminuindo a velocidade.

VCC - Qual a relação de Vitória com cidades do mundo que fomentam o uso da bicicleta? Até o final da sua gestão, o que podemos esperar?
LR - Dorinha, todas as cidades no Brasil e do mundo estão fazendo uma estratégia forte de reencontro com o pedestre e com o ciclista. Eu estive recentemente em Madri, na Espanha, e o centro daquela cidade está praticamente fechado para os automóveis e cada vez mais aberto para os pedestres. Então, as pessoas têm caminhado mais e explorado o hábito de se locomoverem de bicicleta.
Esse é o conceito para que o espaço urbano – como estamos fazendo em Vitória – seja apropriado para as pessoas. É fundamental que a cidade esteja voltada para as pessoas e não para os automóveis. O conceito americano, que surgiu no início do século passado, quando Ford encontrou uma maneira de fabricar automóveis em grande escala e que foi passado para o mundo inteiro, é um modelo que se esgotou. Então, nós temos que dar preferência para outro modelo que envolva um maior número de pessoas, como por exemplo, o trem, o metrô, o BRT (corredores exclusivos de ônibus), um sistema eficiente de ônibus interbairros, o aquaviário, tudo que possa transportar muita gente é o caminho e, cada vez mais, continuar abrindo o espaço para o pedestre e as bicicletas.

VCC - Quem se locomove diariamente de bicicleta pela cidade ainda sofre bastante com os problemas de infraestrutura, falta de respeito por parte dos motoristas e a falta de segurança em pontos críticos da cidade. Quais as ações que a PMV tem feito para resolver tais problemas?
LR - A atuação da PMV tem sido incansável na observação do que está acontecendo nos modelos de gestão pelo mundo para podermos atuar de forma dinâmica e rápida. O modelo brasileiro de gestão pública é burocrático, lento e obsoleto e isso nos atrapalha muito. Por exemplo, uma lei de licitação no Brasil demora cerca de um ano e provoca uma grande tristeza, enquanto em outros lugares, demora dois ou três meses. Então, a gente tem que observar os caminhos que estão sendo feitos nas cidades do mundo e até do Brasil – porque algumas cidades do Brasil conseguiram encontrar soluções rápidas e importantes - para assimilarmos e tentarmos seguir o mesmo caminho.
A aproximação com o grupo cicloativista também tem sido nossa ferramenta de trabalho. Eles são muito importantes porque são os pioneiros nessa mudança de comportamento, já que se locomovem diariamente pela cidade com suas bicicletas. Então, eles indicam pra gente antes de todo mundo por usarem as pistas onde estão os problemas.  Outra ação é incluir o modal bicicleta no planejamento estratégico do governo e na minha mesa de gabinete tem uma miniatura de bicicleta que está lá para me lembrar que as ações mais efetivas que a Prefeitura pode fazer isoladamente são as ciclovias e ciclofaixas. Existem outras, mas nós temos que fazer em parceria com os governos estadual e federal. Ali na mesa de trabalho, aquela bicicletinha serve para nos lembrar o seguinte: ciclovia e ciclofaixa são com a gente e não precisamos de outras esferas para fazer isso e os nossos técnicos estão trabalhando nesse planejamento estratégico para resolver os problemas de nossa competência.

VCC - Prefeito, quanto à questão da instalação de vestiários públicos e o serviço de bicicletas compartilhadas, há uma previsão de atendimento dessas demandas?
LR - Os dois processos estão caminhando. As bicicletas compartilhadas, por exemplo, estou aqui tocando no assunto porque houve o questionamento na licitação de uma das empresas interessadas e nós tivemos que resolver esse questionamento e isso levou dois meses. Essa semana nós já publicamos o edital e agora está aberto para que as empresas possam disputar esse edital. Têm muitas empresas e até bancos interessados e a licitação é pública. O ganhador vai fazer, acredito que até o final do ano ou início do ano que vem,  já tenhamos  as bicicletas compartilhadas em Vitória.
E o vestiário público para que a pessoa possa trocar de roupa e tomar banho também está em fase que nós chamamos de termo de referência, que é o estudo de todos os detalhes de onde e como vai ficar para ser licitado e daí os interessados poderão participar. Esse vestiário é muito importante porque aqui, na Praça da Ciência ele vai resolver três questões para a gente: vai estar próximo a uma área densamente utilizada, como a do Shopping Vitória, Assembléia Legislativa e prédios comerciais, e vai estar próximo a um campo de futebol muito utilizado e que não possui vestiário e, principalmente, vai estar próximo da ginástica do Serviço de Orientação ao Exercício (SOE) para o pessoal da terceira idade e da guarderia de velas. Enfim, todos esses equipamentos da Praça da Ciência serão beneficiados porque têm um grande potencial de uso da bicicleta e grande circulação de pessoas.

Luciano fazendo proteção aos pedestres que com dificuldade atravessavam a avenida.

Durante o trajeto de casa até o trabalho, fizemos o percurso que a maioria dos trabalhadores utiliza, ou seja, não seguimos o tempo inteiro pela orla, fomos pela Avenida Américo Buaiz até chegarmos a Avenida Beira-Mar, no sentido Praia-Centro, quando desmontamos das bicicletas e atravessamos na faixa de pedestres, em frente à sede da Prefeitura.
 

Luciano estaciona a sua bicicleta no paraciclo que foi implementado durante a sua gestão.

Sobre o grande problema da falta de segurança para os ciclistas e pedestres em determinados pontos da orla, Luciano recomendou o uso do serviço de abordagem de rua. O cidadão ao avistar alguém que esteja dormindo na calçada ou perambulando pelas ruas, pode e deve acionar o serviço de abordagem de rua para que eles possam tratar de forma preventiva a ocupação das vias públicas. Basta ligar para o telefone 156, do Fala Vitória.
Também falamos sobre os alagamentos nas ciclovias devido à chuva que caiu na noite anterior e o prefeito vai interagir com a equipe de drenagem para atuar nessa questão.
Enquanto isso, lançamos um próximo desafio ao prefeito que é fazermos novamente o trajeto onde abordaremos outros assuntos relativos à mobilidade urbana e comportamento.  É só torcermos para não chover, porque se depender dele, todas as sextas-feiras ele vai ao trabalho de bicicleta.
Parabéns Luciano e Feliz PedaL!!!!



quinta-feira, 9 de abril de 2015

LiBeRdAdE!!!

LIBERDADE é a palavra que melhor define a condição de quem se locomove de bicicleta.  As crianças que conseguem desafiar a lei da gravidade e não ficam mais reféns das rodinhas de apoio, ilustram perfeitamente o conceito deste post.  
Livre para imprimir o movimento com constância, livre para ir sem medo, livre para expressar a mais pura alegria de pedalar consigo mesmo.  Tsc, uma brincadeira de criança que deveria ser praticada todos os dias incansavelmente, não acham?

Feliz pedaL!!!

segunda-feira, 6 de abril de 2015

O amor pede passagem...

 Amor fraterno e despido de preconceito.
 Amor que confia, sorri!

 Amor fiel e que nunca se separa.

Amor de pai para filho, eterno seja, Amém!

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Num dia assim...

Sabe aquele dia que você não sabe se vai ou se fica?  Ora sente frio, ora sente calor e ainda por cima não sabe se vai chover?  Então, sai dessa e vai pedalar!  Bote o seu estilo pra andar e, simplesmente, curta a vida!
Se fizer calor, tire a lã.

Depois que o sangue esquenta, a vontade de ir mais longe só aumenta!

Esquentar a cabeça? Só se for com estilo!

Vá de verde que te quero ver!

Sair num dia assim, é só pra quem tem estilo de sobra.

E pra quem não se conforma!
Feliz pedal!!!